Os transtornos mentais vêm ganhando cada vez mais destaque entre adolescentes e jovens adultos. A depressão e a ansiedade, em especial, têm se tornado problemas comuns nessa faixa etária, chamando a atenção de profissionais da saúde, famílias e educadores. Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), uma parcela significativa dos jovens enfrenta algum tipo de sofrimento psíquico, o que afeta diretamente sua qualidade de vida e seu desempenho em diferentes áreas.
O crescimento desses casos está ligado a vários fatores. Entre os principais, estão as pressões escolares e sociais, o excesso de estímulos digitais e a constante comparação com padrões inalcançáveis impostos pelas redes sociais. O sentimento de inadequação, o medo de falhar e a busca por aceitação têm gerado um estado constante de tensão e insegurança emocional em muitos adolescentes.
A pandemia da COVID-19 agravou esse cenário. O distanciamento social, a suspensão das aulas presenciais e a redução das interações afetivas deixaram marcas profundas no emocional dos jovens. Muitos passaram a enfrentar a solidão, o desânimo e a incerteza sobre o futuro de forma mais intensa. Em muitos casos, esses sentimentos foram ignorados ou subestimados, dificultando o reconhecimento do problema.
Os sinais da depressão e da ansiedade, embora sutis em alguns casos, podem ser percebidos em mudanças de comportamento, como isolamento, irritação frequente, alterações no sono e no apetite, além de queda no rendimento escolar. É fundamental que pais, professores e amigos estejam atentos a essas manifestações, evitando julgamentos e oferecendo apoio com empatia.
Mais do que nunca, é necessário promover o diálogo sobre saúde mental. A escuta acolhedora e o acesso a profissionais capacitados fazem toda a diferença no enfrentamento desses transtornos. O cuidado emocional deve fazer parte da rotina dos jovens, assim como o incentivo à prática de atividades físicas, momentos de lazer, alimentação equilibrada e sono regular.
Buscar ajuda não é sinal de fraqueza, mas de coragem. Com tratamento adequado e o suporte necessário, é possível superar as dificuldades e retomar o equilíbrio emocional. É hora de quebrar o tabu e olhar para a saúde mental com a seriedade que ela merece.
Para quem estiver passando por um momento difícil ou conhecer alguém que precise de ajuda, o Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio gratuito e sigiloso, 24 horas por dia, pelo telefone 188.








