Pinguins mortos litoral SP têm preocupado ambientalistas, pesquisadores e moradores. Nos últimos dias, mais de 730 pinguins-de-Magalhães apareceram mortos em praias do litoral paulista, principalmente em Cananéia, Iguape e Ilha Comprida. Esse número é muito acima do normal e preocupa especialistas que investigam as causas do fenômeno.
O encalhe e a morte desses pinguins acontecem todo ano entre junho e setembro. Nesse período, eles migram da Patagônia em busca de águas mais quentes e alimentos em maior quantidade. Porém, neste ano, os números superam os registros históricos. Entre as causas prováveis estão dificuldade para encontrar alimento, parasitas, doenças e interações com atividades pesqueiras, como redes e barcos, que podem ferir os animais.
O Instituto de Pesquisas Cananéia (IPeC) monitora a fauna marinha na região e investiga as mortes. A instituição alerta para que a população não toque ou tente devolver os pinguins mortos ao mar, pois isso oferece risco à saúde humana e atrapalha as pesquisas. Se alguém encontrar pinguins vivos ou debilitados, deve contatar o IPeC pelo telefone (13) 3851-1779, WhatsApp (13) 99691-7851 ou 0800 642 3341.
O monitoramento desses encalhes ajuda pesquisadores a identificar padrões migratórios e ameaças à espécie. A participação da população é fundamental para preservar a vida marinha e garantir ajuda adequada aos animais. Esse fenômeno evidencia a necessidade de políticas ambientais mais fortes e ações de proteção dos ecossistemas costeiros.








